Saiba por que o seu gato está espirrando o que fazer para ajudar

gato espirrando

Ver um gato espirrando esporadicamente é algo comum e, muitas vezes, completamente normal. Afinal, assim como acontece com os humanos, poeira, perfumes e produtos químicos também podem irritar o nariz dos felinos.

Nesse cenário, o espirro em gatos funciona como uma resposta fisiológica involuntária, ajudando o pet a expulsar partículas irritantes e proteger as vias respiratórias.

Mas, quando os espirros acontecem com frequência ou vêm acompanhados de outros sinais clínicos, como secreção, chiados ou olhos lacrimejando, é hora de ligar o alerta.

Isso porque o sintoma também é um indício de diferentes doenças respiratórias em gatos, incluindo infecções virais, infecções bacterianas, inflamações e até tumores nasais.

Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV/SP), a chegada do outono exige atenção redobrada à saúde respiratória felina.

A queda de temperatura, o ar seco e a exposição à poeira, fumaça ou produtos de limpeza podem irritar as vias respiratórias e piorar quadros já existentes.

Pensando nisso, criamos um guia completo para te ajudar a descobrir o que pode ser um gato espirrando e quando os espirros merecem uma visita ao veterinário.

Continue a leitura e descubra como proteger a saúde respiratória do seu pet com a gente!

O que é o espirro em gatos?

O espirro em gatos é um reflexo involuntário que acontece quando partículas irritantes entram nas vias respiratórias dos felinos. 

Sua principal função é proteger o sistema respiratório, impedindo que sujeiras, microrganismos e outras substâncias avancem para regiões mais profundas do corpo.

Esse comportamento não é exclusivo dos gatos, outros animais também espirram como forma de defesa das vias respiratórias, como cães, galinhas, elefantes, lagartos e, é claro, os humanos!

De acordo com o Jornal de Medicina e Cirurgia Felina, nos gatos, os espirros acontecem devido à estimulação de receptores localizados na mucosa nasal e nos seios paranasais. 

E como a estrutura nasal dos felinos é muito mais sensível do que a dos humanos — com milhões de células olfativas de diferença — sua percepção a agentes irritantes é maior.

Logo, é comum que os gatos reajam mais intensamente a elementos que, para nós, passariam despercebidos, como poeira, perfumes e mudanças climáticas.

Quando o espirro em gatos é considerado normal?

Como comentamos anteriormente, em muitas situações, o espirro felino é só uma reação passageira a agentes irritantes do ambiente.

Nesses casos, a frequência dos espirros costuma ser baixa e a duração do sintoma é curta, desaparecendo tão rapidamente quanto surgiu.

Por outro lado, espirros frequentes, persistentes e acompanhados de outros sinais clínicos exigem atenção, como a veterinária Aline Soares Barbosa explica ao Portal Vida de Bicho:

“O espirro esporádico é normal, mas crises frequentes, sobretudo se acompanhadas por outros sintomas, como tosse, secreção nasal, ou ocular, é indicativo que algo pode estar ocorrendo e o tutor deve procurar atendimento”, argumenta a especialista.

Tabela: quando o espirro em gato é normal e quando procurar um veterinário 

Pode ser normal  Procure orientação veterinária 
Frequência dos espirros Acontecem raramente. Acontecem várias vezes ao dia.
Duração do sintoma Melhoram rapidamente. Persistem por dias.
Alterações no comportamento felino Ausentes. O gato continua ativo, brincando e se alimentando bem. Presentes. O gato pode apresentar apatia, cansaço ou perda de apetite.
Sintomas clínicos associados Não existe. Secreção nasal ou ocular, chiados e dificuldade para respirar, febre associada, etc.
Atendimento veterinário Nem sempre é necessário. Indicado.

Atenção: essa tabela tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Quais são as principais causas de espirro em gatos?

Espirro Em Felino

As causas mais comuns de um gato espirrando são infecções virais e bacterianas, inflamações e irritações, corpos estranhos e neoplasias nas vias respiratórias.

Identificar a origem dos espirros em gatos é o primeiro passo para um tratamento seguro, então preste atenção nas diferenças de cada quadro!

Infecções virais, como rinotraqueite e calicivirose felina

As doenças virais respiratórias são bastante comuns em felinos e podem ser as verdadeiras responsáveis por um gato espirrando muito.

A rinotraqueite viral felina, conhecida como gripe felina, por exemplo, é causada pelo herpesvírus felino tipo 1 (FHV-1), agente associado a até 63% dos casos de infecções respiratórias em gatos. (ROCHA, 2021)

Entre os principais sintomas da doença estão espirros, secreção nasal, olhos lacrimejando, febre, apatia e dificuldade para respirar, principalmente em filhotes e gatos adolescentes.

Estudos indicam que até 97% dos gatos são expostos ao vírus da herpes felina durante a vida. E após a infecção, o vírus pode permanecer no organismo por anos, voltando a causar sintomas de um gato com gripe em períodos de estresse ou queda da imunidade.

Quer saber mais sobre a rinotraqueite felina? Veja nossa entrevista com a Dra. Aline Oliveira e tire todas as suas dúvidas!

Outra infecção viral bastante comum em gatos é a calicivirose felina, infecção altamente contagiosa causada pelo calicivírus felino.

Os sintomas mais frequentes da condição são congestão nasal, secreção e espirros por calicivirose, mas alguns gatos também podem desenvolver pneumonia, feridas na boca, inflamações, inchaço na cabeça e membros, perda de pelo e até claudicação temporária.

Infecções bacterianas, como clamidiose e bordetella

As infecções bacterianas também podem causar espirros em gatos e, muitas vezes, aparecem após quadros virais respiratórios que enfraquecem a imunidade dos felinos.

Nesses casos, o veterinário pode indicar antibióticos após avaliar o gato e confirmar a suspeita clínica. 

Bactérias como Chlamydia felis e Bordetella bronchiseptica são os agentes mais associados aos problemas respiratórios em gatos.

Além dos espirros, a clamidiose felina, causada pela bactéria Chlamydia felis, costuma provocar conjuntivite, olhos lacrimejando e secreção ocular com pus.

Estudos indicam que cerca de 20% dos gatos com sintomas respiratórios superiores são portadores dessa bactéria, que raramente causa apatia ou mudanças de comportamento.

Já a Bordetella bronchiseptica é bastante comum em abrigos, criadouros e lares com alta concentração de gatos, sendo transmitida pelas secreções respiratórias.

A bactéria pode causar desde quadros leves, com espirros e secreção ocular, até casos graves, deixando o gato com dificuldade para respirar, pneumonia e comprometimento das vias respiratórias inferiores.

Em casos muito raros, a Bordetella bronchiseptica pode ser transmitida para humanos, o que exige ainda mais atenção dos tutores.

Inflamação e irritação nasal felina

Um gato espirrando direto também pode estar com uma inflamação ou irritação no nariz.

Em entrevista ao Portal Vida do Bicho, a médica-veterinária Valeska Rodrigues explicou que o espirro por irritação ambiental acontece de forma sequencial e melhora quando o gato se afasta do agente irritante:

“Agentes alérgenos ambientais, como pólen, produtos de limpeza e poluentes de ar causam espirros sequenciais, que cessam ao retirar o animal da área onde ele teve a reação. A limpeza do espaço também poderá melhorar os sinais, exceto em pets muito sensíveis, que precisam de medicação prescrita por profissional”, comenta a especialista.

Em alguns casos, a inflamação nasal persiste mesmo após o desaparecimento da causa inicial, gerando o que chamamos de rinite crônica felina.

Quando a inflamação atinge os seios frontais felinos, o quadro passa a ser chamado de rinossinusite crônica (RSC). 

Seus principais sinais clínicos são espirros persistentes e secreção nasal serosa, um muco transparente e aquoso, ou a secreção nasal mucopurulenta, uma mistura de muco e pus.

Pesquisas mostram que até 90% dos gatos com rinossinusite crônica também apresentam infecções bacterianas secundárias associadas, um grande risco para os felinos!

Corpo estranho nas vias aéreas

Estudos apontam que os corpos estranhos são a terceira causa mais comum de doenças nasais em gatos. (DEMKO et al, 2007)

O quadro acontece quando materiais como sementes, pedaços de plantas, poeira e até pequenos objetos ficam presos na cavidade nasal do pet, provocando irritação constante.

Em geral, os corpos estranhos chegam até o focinho do animal após episódios de vômito e tosse — mas alguns gatos também podem inalá-los sem querer. 

Além dos espirros, podem aparecer secreção nasal, engasgos, tentativa de esfregar o focinho e desconforto para respirar

Neoplasias nasais

As neoplasias nasais também estão entre as possíveis causas de doenças respiratórias em gatos, principalmente em animais idosos.

Os tumores que crescem dentro da cavidade nasal provocam irritação, inflamação e dificuldade respiratória progressiva nos felinos.

Os sinais mais comuns são espirros frequentes, secreção com sangue, ruídos respiratórios, deformidade facial e piora gradual dos sintomas.

De acordo com Scherk (2010), a maioria das neoplasias nasais em felinos são malignas. O linfoma é o tumor mais associado à região, correspondendo a cerca de 29–70% dos casos.

Embora sejam menos comuns do que as infecções em gatos, os tumores nasais exigem um diagnóstico rápido devido ao seu comportamento potencialmente agressivo.

Doenças dentárias e fúngicas

Por incrível que pareça, alguns espirros em gatos também podem estar relacionados a infecções fúngicas e problemas dentários.

Como as raízes dos dentes superiores ficam muito próximas das cavidades nasais dos felinos, inflamações na região podem romper a barreira entre boca e focinho.

Isso faz com que restos de comida cheguem ao nariz e provoquem espirros frequentes.

Além disso, doenças fúngicas como a esporotricose — zoonose grave causada por fungos do grupo Sporothrix schenckii — também podem causar espirros em estágios iniciais.

Quais sintomas geralmente acompanham o espirro em gatos?

Gato Espirrando Muito

Se os espirros do seu gato realmente estiverem relacionados a algum problema de saúde, eles provavelmente virão acompanhados de um ou mais sintomas associados.

Afinal, as doenças respiratórias felinas geralmente provocam alterações nas vias aéreas, nos olhos e em todo o organismo do animal. As principais incluem:

Alterações no trato respiratório

A respiração costuma ser uma das primeiras funções afetadas quando os espirros em gatos aparecem, então é comum que os pets apresentem:

  • secreção nasal;
  • espirro com ruído;
  • nariz entupido;
  • tosse frequente;
  • chiados ao respirar;
  • dificuldade para respirar
  • respiração pela boca; 
  • respiração rápida ou ofegante. 

Dentre todos os sintomas respiratórios em gatos, fique atento especialmente se a secreção nasal do seu pet mudar de cor, pois isso pode indicar uma infecção bacteriana.

Em casos mais graves, gatos com dificuldade para respirar também podem apresentar mucosas azuladas, uma emergência veterinária conhecida como cianose.

Alterações nos olhos

Os olhos também podem sofrer alterações quando o gato desenvolve problemas respiratórios, principalmente se infecções virais estiverem envolvidas. 

Olhos lacrimejando, vermelhidão, dificuldade para abrir os olhos e sensibilidade à luz são sintomas típicos de conjuntivite, quadro bastante comum em doenças com espirros.

Alterações sistêmicas

Além das alterações nos olhos e nas vias aéreas superiores felinas, em estágios avançados, as doenças respiratórias afetam o estado geral de saúde dos felinos, causando:

  • febre;
  • apatia;
  • sonolência excessiva;
  • perda de apetite;
  • perda de peso;
  • desidratação;
  • falta de interesse em brincadeiras;

Esses sinais indicam que o organismo do animal já está comprometido, e devem ser investigados por um médico-veterinário o quanto antes.

O que fazer com um gato espirrando?

Se o seu gato começou a espirrar de uma hora para outra, tente identificar possíveis agentes irritantes — como poeira ou fumaça — e afaste o animal da fonte de irritação.

Preste atenção nas frequências dos espirros, veja se há algum objeto visível preso na região e observe se o felino está apresentando algum outro sinal clínico.

Quando levar ao veterinário?

Alguns quadros leves podem melhorar com cuidados de suporte, mas espirros persistentes, secreção nasal, febre, apatia, perda de apetite ou dificuldade para respirar exigem avaliação veterinária.

Você também deve procurar uma clínica veterinária com urgência nas seguintes situações:

  • Gato espirrando e sem comer: a congestão nasal reduz o olfato do felino e dificulta a alimentação, aumentando o risco de desidratação e perda de peso.
  • Gato espirrando e com secreção nasal: secreções amareladas ou esverdeadas geralmente são um sinal de infecção bacteriana nas vias respiratórias.
  • Gato espirrando e lacrimejando: alterações nos olhos aparecem com frequência em infecções virais, principalmente na rinotraqueite felina.
  • Gato espirrando e com febre: a febre indica que o organismo está reagindo a algum processo infeccioso ou inflamatório.
  • Gato espirrando e tossindo: pode estar associado a muco acumulado ou um comprometimento das vias respiratórias superiores.
  • Gato espirrando e com dificuldade para respirar: sinal de alerta para quadros respiratórios mais graves que colocam a vida do felino em risco.

Quanto mais cedo a causa por trás dos espirros felinos for identificada, maiores são as chances de recuperação do seu melhor amigo.

Como diagnosticar as causas por trás de um gato espirrando?

Espirro Em Gatos

Como os espirros dos gatos podem estar ligados a diferentes doenças, apenas um médico-veterinário consegue diagnosticar a causa do problema com precisão.

O processo de investigação começa com uma conversa detalhada sobre o histórico do animal, incluindo sintomas associados e fatores de predisposição, como imunidade baixa.

Se possível, leve uma gravação dos espirros para que o médico-veterinário veja, na prática, em quais situações e como eles acontecem.

Depois da avaliação inicial, o especialista também poderá solicitar alguns exames complementares para descartar possibilidades e confirmar o diagnóstico. Os principais são:

Exame Para que serve
Exame físico Avalia o estado geral do gato e ajuda a identificar alterações respiratórias, dentárias e inflamatórias.
Radiografia e tomografia Permitem analisar nariz, pulmões e vias respiratórias, identificando inflamações, tumores e obstruções.
Rinoscopia Utiliza uma pequena câmera inserida nas fossas nasais para procurar tumores e corpos estranhos.
Biópsia nasal Coleta pequenas amostras da cavidade nasal para investigar inflamações, infecções fúngicas e câncer.
Exame PCR veterinário Detecta vírus e bactérias com alta precisão, ajudando a identificar herpesvírus felino, calicivírus e outras infecções respiratórias.

Como tratar um gato espirrando?

O tratamento para um gato espirrando vai depender da causa do incômodo, já que cada doença respiratória exige um protocolo de cuidados específico.

Antes de oferecer qualquer remédio para gato espirrando, busque a avaliação de um médico-veterinário. A automedicação pode mascarar sintomas ou piorar o estado do pet.

Mudanças na rotina e higiene da casa

Quadros de espirro por alergia e irritação ambiental costumam melhorar quando o gato é afastado de poeira, fumaça, perfumes e produtos químicos fortes.

Medicamentos antivirais

Em casos de infecções virais, como rinotraqueite felina, antivirais às vezes são indicados para reduzir a multiplicação do herpesvírus felino e aliviar os sintomas associados.

Anti-inflamatórios para gatos

Os anti-inflamatórios ajudam a controlar a inflamação das vias respiratórias e podem melhorar o desconforto causado pelos espirros persistentes.

Antibióticos para gatos

O tratamento com antibióticos também costuma ser indicado quando os espirros estão ligados a infecções de origem bacteriana, como a clamidiose e a bordetella. 

Lavagem nasal 

A limpeza nasal ajuda a remover secreções acumuladas e aliviar a obstrução das vias respiratórias, principalmente quando os gatos estão com muito muco nasal.

O procedimento é muito útil para os quadros de espirro por corpo estranho, caso o veterinário não consiga retirar o objeto com uma pinça. Esse procedimento não deve ser feito em casa sem orientação profissional. 

Terapia oncológica

Gatos diagnosticados com tumores nasais geralmente precisam de tratamentos específicos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Terapias alternativas

O uso de nebulização e umidificadores pode ajudar bastante no alívio da congestão nasal e na fluidificação das secreções respiratórias.

Em alguns casos, suplementos e terapias de suporte também auxiliam no controle da inflamação e no conforto respiratório do felino.

Suporte para a alimentação e hidratação

Espirros, congestão nasal e secreção afetam o olfato e o paladar dos felinos, reduzindo o interesse pela comida durante as crises respiratórias.

Gatos que passam muitas horas sem se alimentar podem perder peso, ficar desidratados e até desenvolver complicações que dificultam ainda mais sua recuperação.

Para estimular o apetite durante esse período, vale a pena investir em sachês e alimentos úmidos para gatos, já que o cheiro intenso costuma despertar o interesse nos felinos.

Se quiser incentivar ainda mais, mantenha os bebedouros limpos, distribuindo recipientes pela casa e, se possível, utilizando fontes para gatos.

Como prevenir os espirros do gato?

Por Que O Gato Esta Espirrando

Os espirros são um mecanismo natural de defesa dos gatos e ajudam a eliminar partículas irritantes das vias respiratórias dos felinos. 

Por isso, é impossível impedir que um gato espirre!

Nesse caso, os esforços dos tutores devem ser voltados à prevenção das condições veterinárias associadas aos espirros —  como irritações e doenças respiratórias.

E para isso, existem muitas medidas eficazes, como:

Evitar agentes irritantes dentro de casa

A qualidade do ar influencia diretamente a saúde respiratória dos felinos, principalmente em gatos mais sensíveis a alergias e irritações nasais.

Por isso, tente limitar o contato dos pets com fumaça, perfumes, poeira e produtos químicos fortes, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

Reduzir o risco de transmissão entre gatos

Diversas doenças respiratórias felinas são contagiosas e se espalham rapidamente pelo contato com outros gatos ou objetos compartilhados entre animais.

Logo, limitar o acesso dos felinos à rua e fazer o isolamento de gatos doentes ou recém-resgatados são medidas importantes para prevenir infecções.

Higienizar potes de água, caixas de areia, brinquedos e comedouros com frequência também pode reduzir o risco de transmissão indireta de doenças.

Manter o calendário de vacinação em dia

    A vacinação felina tem um papel essencial na prevenção das principais doenças respiratórias que causam espirros em gatos, especialmente a rinotraqueite e a calicivirose.

    A vacina V3 para gatos, também chamada de tríplice felina, protege os felinos justamente contra esses dois vírus respiratórios tão comuns na rotina veterinária.

    Embora a vacina não impeça totalmente o contato com os agentes infecciosos, gatos vacinados costumam desenvolver quadros mais leves, com menos complicações.

    Sendo assim, manter os reforços anuais em dia é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde respiratória e aumentar a qualidade de vida dos felinos.

    Quer saber quais vacinas os gatos precisam tomar em cada fase da vida? Leia nosso guia completo sobre o assunto e tenha acesso ao calendário de vacinação felina!

    Perguntas frequentes sobre gato espirrando (FAQ)

    Espirro em gato passa sozinho?

    Depende. Quando o espirro é causado por poeira, clima seco ou outras substâncias irritantes leves, ele geralmente passa sozinho, especialmente quando o pet se afasta do agente causador. Mas isso não é uma regra.

    Quando os espirros estão relacionados a condições clínicas, como infecções, inflamações e doenças respiratórias, o quadro dificilmente melhora sem tratamento veterinário adequado.

    Na dúvida, fique atento a quanto tempo dura o espirro em gato e observe se existem sintomas associados. Caso os espirros persistam por vários dias ou piorem com o tempo, procure um médico-veterinário.

    Qual doença faz o gato espirrar?

    Diversos problemas respiratórios podem fazer um gato espirrar com frequência, incluindo infecções virais, bacterianas e fúngicas.

    As causas mais comuns geralmente incluem rinotraqueite felina, calicivirose, clamidiose, bordetelose, inflamações crônicas (como rinite) e presença de corpos estranhos no nariz.

    Pode dar remédio para gato espirrando?

    Não. A automedicação com medicamentos humanos pode causar intoxicações, mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico dos espirros, atrasando o tratamento adequado.

    Se for aprovado pelo profissional, o tratamento para espirros até pode incluir antivirais, anti-inflamatórios e antibióticos para gatos — mas sempre confirme com o especialista.

    Como aliviar o espirro do gato?

    O primeiro passo para aliviar os espirros felinos é afastar o pet de agentes irritantes, como poeira, fumaça, perfumes e produtos de limpeza com cheiro forte.

    Melhorar a qualidade do ar com ajuda de umidificadores também pode reduzir o desconforto respiratório e facilitar a eliminação das secreções nasais.

    Mesmo assim, o ideal é conversar com o médico-veterinário para entender o que dar para gato espirrando e qual tratamento é mais indicado para o quadro do seu pet.

    Gato espirrando sangue é grave?

    Sim. Embora não seja um sintoma muito comum, o sangramento nasal pode estar associado a problemas mais graves, como tumores e até envenenamentos, que exigem atendimento veterinário imediato.

    Gato espirrando pode passar para humanos?

    Na maioria dos casos, espirros em gatos não representam risco para humanos. Porém, algumas doenças que podem acometer felinos doentes, como a esporotricose, têm potencial zoonótico e exigem cuidado no contato com o animal.

    A transmissão da esporotricose costuma estar associada a arranhões, mordidas ou contato direto com lesões na pele. Ainda assim, especialistas investigam se secreções respiratórias e espirros de gatos infectados também podem participar da transmissão em alguns casos.

    Já infecções por bactérias como Bordetella bronchiseptica podem, em situações raras, representar risco maior para pessoas imunossuprimidas.

    Segundo o infectologista Marcelo Ducroquet, entrevistado pelo Portal Drauzio Varella:

    “A transmissão [dos gatos para os seres humanos] ocorre principalmente por meio de arranhaduras, mordeduras ou contato com lesões cutâneas, mas há pessoas com esporotricose que não tocaram diretamente no animal, o que indica que o fungo pode ter vindo pelo espirro. 

    O contato com o gato não explica 100% dos casos, mas a gente sabe que ele está muito envolvido. Ainda estamos tentando entender todas as formas de transmissão”, explica o especialista.

    Por isso, se o gato estiver espirrando com secreção nasal, feridas na pele, apatia, febre ou dificuldade para respirar, o ideal é procurar um médico-veterinário e evitar contato direto com secreções até receber orientação profissional.

    Gato espirrando pode ser gripe?

    Sim. Um gato espirrando pode apresentar a chamada gripe felina, nome popular da rinotraqueite viral felina. Nesses casos, os espirros geralmente aparecem junto de secreção nasal, olhos lacrimejando, febre, apatia e perda de apetite.

    Gato espirrando pode ser alergia?

    Sim. Alguns gatos podem começar a espirrar após o contato com substâncias irritantes presentes no ambiente, principalmente poeira, fumaça, perfumes e pólen.

    Se esse for realmente o caso, os espirros provavelmente aparecerão de forma repentina e vão diminuir quando o felino se afastar do agente causador.

    gato espirrando no jardim

    Gostou de conhecer as causas, tratamentos e prevenção para um gato espirrando? Para saber mais sobre a saúde felina, continue navegando no Blog da Cobasi.


    Referências

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