
O calendário de vacinas para cachorro começa, geralmente, entre 6 e 8 semanas de vida, com a aplicação da vacina múltipla V8 ou V10. Depois, o filhote precisa receber doses de reforço em intervalos definidos pelo médico-veterinário para completar a proteção inicial.
A vacina antirrábica também faz parte da imunização essencial e deve ser mantida em dia ao longo da vida.
Já vacinas como gripe canina, giárdia e outras imunizações complementares podem ser indicadas conforme a rotina, a região onde o cão vive e o risco de exposição.
Seguir corretamente o protocolo vacinal ajuda a proteger o cachorro contra doenças infecciosas graves, como cinomose, parvovirose, leptospirose e raiva.
Neste guia, produzido com a colaboração das médicas-veterinárias Joyce Lima (CRMV/SP 39824) e Lysandra Barbieri (CRMV/SP 44484), entenda quais vacinas são indicadas, quando aplicar cada dose e quais reforços são necessários para seguir o calendário de imunização com segurança.
Quais vacinas o cachorro precisa tomar?
O cachorro precisa tomar as vacinas essenciais do calendário de imunização: múltipla, como V8 ou V10, e antirrábica. Segundo o CRMV/SP, esses imunizantes são essenciais para cães, e a periodicidade das doses pode variar conforme os hábitos do animal.
Proteções complementares, como as vacinas contra gripe canina e tosse dos canis, além de avaliações específicas para giárdia, podem ser indicadas de acordo com a rotina, a região onde o cachorro vive e o risco de exposição.
No infográfico abaixo, a Dra. Lysandra Barbieri detalha um exemplo de calendário de vacinas para cachorro, com idade de aplicação, intervalo entre doses e reforços.

Quais são os tipos de vacinas para cachorro?
Depois de entender quais imunizantes fazem parte do calendário, é importante conhecer a função de cada um deles. A vacina múltipla, como V8 ou V10, a antirrábica e as proteções complementares têm indicações, idades de aplicação e reforços diferentes.
A seguir, entenda para que serve cada tipo de vacina, quando costuma ser aplicada e em quais casos pode ser recomendada.
Vacina múltipla (V8 ou V10)
A vacina múltipla é uma das primeiras aplicações do calendário vacinal dos filhotes e pode ser encontrada nas versões V8 e V10. Por proteger contra várias doenças infecciosas graves ao mesmo tempo, também recebe o nome de vacina polivalente.
Entre as principais doenças prevenidas pela V8 ou V10 estão:
- cinomose: doença viral grave e contagiosa;
- parvovirose: infecção que atinge principalmente o sistema gastrointestinal;
- hepatite infecciosa canina: doença viral que pode comprometer o fígado;
- parainfluenza: doença respiratória contagiosa;
- coronavirose canina: infecção intestinal que pode causar diarreia e desidratação;
- leptospirose: doença bacteriana que pode afetar rins e fígado e também atingir pessoas.
A diferença entre V8 e V10 está principalmente na cobertura contra sorovares da leptospirose, e a escolha deve ser feita pelo veterinário conforme o risco de exposição do cão.
Nos filhotes, a aplicação da vacina múltipla pode começar a partir de 6 semanas de vida. O protocolo inicial costuma incluir mais de uma dose, com intervalo definido em consulta, para completar a resposta imunológica.
Vacina antirrábica
A vacina antirrábica ajuda a prevenir a raiva, uma zoonose grave que pode atingir cães, outros mamíferos e seres humanos. Como a doença pode ser fatal após o início dos sintomas, a prevenção tem papel importante no calendário vacinal e na saúde pública.
A primeira aplicação costuma acontecer após as doses iniciais da vacina múltipla, respeitando a idade mínima indicada e a orientação veterinária. Os reforços devem seguir a legislação local, a bula do imunizante e o protocolo definido pelo profissional.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2025, o Brasil completou 10 anos sem registros de raiva humana transmitida por variantes virais típicas de cães, resultado associado a campanhas de vacinação, distribuição de imunizantes e fortalecimento da vigilância epidemiológica.
Vacina contra gripe canina
Indicada para cães com maior contato com outros animais, a vacina contra gripe canina ajuda na prevenção de doenças respiratórias contagiosas, como a tosse dos canis, nome popular da traqueobronquite infecciosa canina.
A recomendação é comum para animais que frequentam parques, creches, hotéis, banho e tosa, pet shops, condomínios com muitos pets ou outros ambientes coletivos.
A aplicação pode ser injetável, oral ou intranasal, dependendo do tipo de imunizante. A quantidade de doses, o intervalo entre elas e os reforços devem ser definidos pelo veterinário.
Vacina contra giárdia
A imunização contra giárdia pode ser discutida em casos específicos, especialmente quando há maior risco de exposição ao protozoário Giardia ou histórico de episódios recorrentes de diarreia.
Porém, a indicação exige cautela. Segundo nota técnica da ABRAGA (Associação Brasileira de Gastroenterologia Animal), o imunizante disponível contra Giardia duodenalis não é considerado eficaz para prevenir a doença.
O documento também reforça que a vacinação não substitui diagnóstico, tratamento, higiene do ambiente, oferta de água limpa e manejo adequado.
Por isso, a inclusão no protocolo deve ser individualizada, considerando histórico do animal, rotina e risco de exposição.
Por que a vacina contra leishmaniose foi suspensa no Brasil?

A vacina contra leishmaniose visceral canina não está disponível para comercialização no Brasil atualmente.
A Leish-Tec, único imunizante contra a doença registrado pelo Mapa no país, teve a fabricação e a venda suspensas após a identificação de desvios em lotes do produto.
Com a suspensão, a prevenção depende de medidas para reduzir o contato do cão com o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose, especialmente em regiões endêmicas.
Para entender o caso em detalhes, confira nosso guia sobre a suspensão da vacina contra leishmaniose no Brasil e veja como manter o pet seguro em áreas de risco.
Por que a vacinação dos cães é tão importante?
A vacinação dos cães ajuda a prevenir doenças infecciosas que podem ser graves, deixar sequelas ou até levar o animal à morte. Filhotes costumam ser mais vulneráveis, por isso o calendário deve começar cedo e seguir com reforços ao longo da vida.
Além da proteção individual, a médica-veterinária Joyce Lima explica:
“O calendário de vacinação para cães precisa ser seguido à risca para prevenir a circulação e ocorrência de zoonoses, como a raiva, e outras doenças altamente letais, como a cinomose e a parvovirose.”
Cachorro precisa tomar vacina todo ano?
Em muitos protocolos, o cachorro precisa receber reforços anuais para manter o calendário de imunização em dia. No exemplo apresentado no infográfico, vacinas como V8 ou V10, gripe canina, giárdia e antirrábica aparecem com reforço anual.
Mesmo assim, a frequência pode variar conforme o tipo de imunizante, a bula do produto, a legislação local, a idade e o histórico de saúde do animal.
A melhor forma de evitar atrasos é acompanhar a carteirinha de vacinação e confirmar, em consulta, quais doses precisam ser atualizadas naquele ano.
Quanto custa as vacinas para cachorro?
Em média, a vacina para cachorro pode custar entre R$ 60 e R$ 150 por dose, considerando imunizantes comuns como V8 e V10. O valor varia conforme a cidade, a clínica veterinária, o fabricante, o tipo de imunizante e o que está incluído no atendimento.
A tabela abaixo reúne valores médios de referência e pontos que devem ser observados antes da vacinação:
| Vacina | Faixa média por dose | Observação |
| V8 | R$ 60 a R$ 90 | Pode variar conforme cidade, clínica e fabricante. |
| V10 | R$ 80 a R$ 150 | Pode ter valor mais alto conforme cobertura vacinal e estrutura da clínica. |
| Antirrábica | Gratuita em campanhas ou valor cobrado em clínicas | Algumas cidades oferecem aplicação gratuita em campanhas públicas. |
| Gripe canina/tosse dos canis | A confirmar por região | O preço pode variar conforme a forma de aplicação. |
| Giárdia | A confirmar por região | A indicação deve ser avaliada com cautela. |
O preço da vacina para cachorro pode mudar conforme a região, o tipo de imunizante, a marca, a estrutura da clínica e o que está incluído no atendimento. Algumas clínicas cobram apenas a aplicação, enquanto outras incluem avaliação clínica antes da vacinação.
Onde aplicar as vacinas para cachorro?
Nas unidades da Pet Anjo, clínicas veterinárias parceiras instaladas em lojas Cobasi, é possível contar com atendimento especializado e serviços como consultas, vacinas, exames e check-ups.
O tutor pode consultar a unidade Cobasi mais próxima e verificar a disponibilidade do serviço antes de agendar.
Perguntas frequentes sobre vacinas para cachorro

Qual a primeira vacina que o filhote deve tomar?
A primeira vacina do filhote costuma ser a V8 ou V10, aplicada a partir de 6 a 8 semanas de vida, conforme orientação do veterinário.
Quantas doses da V10 o cachorro precisa tomar?
Filhotes costumam receber mais de uma dose da V10 no protocolo inicial, com intervalos definidos pelo veterinário. A quantidade pode variar conforme idade, histórico de saúde, risco de exposição e produto utilizado.
Vacina V8 ou V10: qual a diferença?
A principal diferença está na cobertura contra variações da leptospirose. Em geral, a V10 oferece proteção contra mais sorovares da bactéria.
Para visualizar melhor a diferença entre V8 e V10, veja o comparativo abaixo:
| Vacina | O que cobre | Quando costuma ser indicada |
| V8 | cinomose;
parvovirose; hepatite infecciosa canina; adenovirose; parainfluenza, coronavirose; alguns sorovares de leptospirose. |
Pode ser indicada conforme avaliação veterinária e risco de exposição. |
| V10 | Protege contra as mesmas doenças da V8 e inclui cobertura contra mais sorovares de leptospirose. | Pode ser indicada quando há necessidade de ampliar a proteção contra a leptospirose. |
Vacina antirrábica é obrigatória para cachorro?
Sim, a vacinação antirrábica pode ser obrigatória conforme a legislação local e é considerada uma medida essencial de saúde pública.
Em municípios como São Paulo, por exemplo, cães e gatos devem ser vacinados contra a raiva. Por isso, o tutor deve consultar as regras vigentes na cidade onde mora.
Além disso, o Projeto de Lei 4006/23, em análise na Câmara dos Deputados, propõe tornar obrigatória a vacinação de cães e gatos contra raiva e leptospirose em todo o país.
Cachorro pode passear sem tomar vacina?
Não é recomendado passear com o cachorro antes de completar o protocolo inicial de vacinação. Filhotes ainda podem estar vulneráveis a doenças infecciosas graves em ruas, parques e locais com circulação de cães desconhecidos.
Quanto tempo depois da vacina o cachorro está protegido?
A proteção não é imediata. Depois da aplicação, o organismo precisa de alguns dias para desenvolver resposta imunológica. No caso dos filhotes, a proteção costuma ser mais segura após completar a sequência inicial de vacinas.
Em geral, recomenda-se aguardar de 7 a 10 dias após a última dose do protocolo inicial antes de liberar passeios em ruas, parques e locais com cães desconhecidos.
Quais efeitos podem surgir após a vacina em cachorro?
Alguns cães podem apresentar reações leves após a vacinação, como sonolência, dor no local da aplicação, febre baixa ou redução temporária do apetite. Esses sinais costumam ser passageiros.
Reações intensas são menos comuns, mas exigem atenção. Vômitos persistentes, inchaço no rosto, dificuldade para respirar, fraqueza acentuada ou piora rápida do estado geral devem ser avaliados por um profissional.
Cachorro pode tomar banho após a primeira vacina?
O ideal é evitar situações de estresse logo após a vacinação, incluindo banhos, passeios longos ou atividades intensas.
O que acontece se atrasar a vacina do cachorro?
O atraso pode deixar o cachorro mais vulnerável a doenças. Em filhotes, isso é ainda mais importante, porque o protocolo inicial depende de uma sequência de doses. Leve a carteirinha ao veterinário para avaliar como retomar o calendário.
Cachorro idoso precisa tomar vacina?
Sim, mas a vacinação deve ser avaliada individualmente, com base na idade do cão, histórico vacinal, doenças pré-existentes, uso de medicamentos e risco de exposição antes de definir os reforços.
Quer saber mais sobre as vacinas para cachorro?
Na TV Cobasi, você encontra um vídeo completo com orientações importantes para entender melhor a vacinação canina, quais cuidados fazem parte da rotina de prevenção e por que manter a carteirinha do pet em dia ajuda a proteger a saúde do seu melhor amigo.
O conteúdo te ajudou a entender melhor o calendário de vacinas para cachorro? Compartilhe com outros tutores que também têm dúvidas sobre como cuidar da saúde do pet em cada fase da vida.
No Blog da Cobasi, você encontra mais dicas sobre saúde, alimentação, comportamento, bem-estar e cuidados veterinários para cães filhotes, adultos e idosos. Até a próxima!
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