Trocar ração do pet de repente pode causar problemas

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Não existem relações comprovadas entre o uso de corantes e a falta de qualidade na raçãoJcomp/Freepik

Viagens, passeios prolongados ou até um imprevisto na rotina podem levar tutores a oferecer um alimento diferente ao que o pet está acostumado.

Embora pareça algo simples, a mudança repentina na dieta de cães e gatos pode provocar reações no organismo, especialmente no sistema digestivo.

Segundo a veterinária Mayara Andrade, da Biofresh (MBRF Pet), a alimentação tem impacto direto no equilíbrio intestinal dos animais.

“A alimentação está diretamente ligada à saúde intestinal. Quando o pet recebe um alimento novo de maneira repentina, pode não se adaptar, o que pode provocar alterações digestivas importantes”, explica.

O motivo está na microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que vive no intestino e desempenha papel essencial na digestão, na absorção de nutrientes e na proteção do organismo. Mudanças bruscas no cardápio podem desorganizar esse equilíbrio.

“Quando há uma troca abrupta, a microbiota não reconhece imediatamente os novos ingredientes e nutrientes. Isso dificulta a digestão e pode resultar em fezes amolecidas, gases, vômitos, desconforto intestinal ou diarreia”, afirma.

Atenção redobrada em viagens e passeios

Alterações digestivas nem sempre acontecem apenas quando o tutor decide mudar definitivamente a ração do animal. Situações pontuais também podem desencadear problemas.

Durante viagens ou hospedagens, por exemplo, é comum que o pet consuma alimentos diferentes, receba petiscos novos ou até ingira algo inadequado. Além disso, mudanças no ambiente e na rotina podem gerar estresse, fator que também influencia o funcionamento do intestino.

“Durante viagens, passeios longos ou hospedagens, é comum o pet consumir outro alimento, petiscos diferentes ou até sobras inadequadas. Essas mudanças rápidas, somadas ao estresse da situação, aumentam as chances de alterações ou desconfortos intestinais. Por isso, a recomendação é se planejar sempre que possível, levando o alimento habitual do pet e evitando improvisações. Quando a troca for inevitável, a adaptação gradual continua sendo a melhor estratégia”, destaca.

Como fazer a mudança de forma segura

Quando a troca de alimento é necessária, o ideal é realizá-la de forma gradual, permitindo que o organismo do animal se adapte à nova composição nutricional.

A recomendação é misturar o alimento antigo com o novo ao longo de cerca de uma semana:

  • Dias 1 e 2: 10% do novo alimento + 90% do anterior
  • Dias 3 e 4: 30% do novo + 70% do anterior
  • Dia 5: 50% de cada
  • Dia 6: 70% do novo + 30% do anterior
  • Dia 7: 100% do novo alimento
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Antes de comprar o alimento para o pet, o tutor deve ter atenção aos ingredientes listados no rótulo da embalagemJcomp/Freepik

“Esse processo ajuda o intestino a se adaptar à nova composição nutricional, reduzindo o risco de desconfortos. Em pets mais sensíveis, com histórico de problemas gastrointestinais ou doenças associadas, esse período pode ser mais longo ou conforme a necessidade, sempre com acompanhamento veterinário”, reforça Mayara.

Sinais de alerta

Durante períodos de adaptação alimentar, os tutores devem observar o comportamento do animal. Alterações como vômitos frequentes, fezes persistente­mente amolecidas, perda de apetite ou apatia podem indicar que o organismo não está lidando bem com a mudança.

“Esses indícios mostram que o organismo não está lidando bem com a mudança. Nesses casos, o ideal é interromper a troca e procurar um médico-veterinário”, orienta.

Segundo a especialista, cada animal reage de forma diferente às mudanças na dieta, já que fatores como idade, histórico de saúde e sensibilidade intestinal influenciam diretamente nessa adaptação.

“O veterinário é o profissional capacitado para orientar a melhor forma de conduzir mudanças alimentares, seja por necessidade, conveniência ou fase da vida, sempre priorizando a saúde e o bem-estar do animal”, finaliza Mayara Andrade.


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Referência original: Canal do Pet (IG)

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